A soja (Glycine Max(L.) Merr.) se originou na Ásia, especialmente na China e no extremo Oriente. Elas crescem em zonas temperadas do planeta, sendo um cultivo desta leguminosa a base da alimentação de muitas populações asiáticas.
A soja é composto de componentes químicos, como a isoflavona (fitoestrógeno), proteínas, carboidratos, lipídios, entre outros. A presença da isoflavona na soja tem motivado estudos e sua relação com a prevenção de quadros relacionados com a menopausa e com o surgimento de tumores. Em outros estudos a soja tem contribuído também nos processos artrósicos.
A soja atua nas seguintes funções terapêuticas:
Atividade hormonal: Estatisticamente as populações asiáticas que consumiam mais quantidades de soja e derivados em sua alimentação diária, apresentam menopausas mais tardias que as populações ocidentais. (Adlercreutz A, 1992; Harding C.et aL., 1996; Wu A. et aL., 1996)
Atividade Tumoral: Estudos mostram que nas dietas orientais apresentam menores taxas de incidência de tumores (mama, Próstata, colón, ovários, endométrio) comparado com os ocidentais, o que mostra a forma de consumo da soja. (Messina M. et aL., 1994; Ingram D. et aL., 1997)
Osteoporose: A atividade protetora dos fitoestrógenos encontrados na soja, mostrou comprovações na pré menopausa e pós menopausa. Se observaram mudanças nos níveis de densidade e conteúdo mineral ósseo, em mulheres jovens na menstruação que consumiram 90 mg de isoflavona de soja diário ao longo de 12 meses de tratamento. (Anderson J. et AL.,2002)
Atividade Antiartrósica: Em um estudo com 264 pacientes que apresentaram artrose no fêmur, fora administrados 300 mg diários de soja o que mostrou uma melhora significativa em torno de 70% dos casos. (Maheu E. et aL., 1998)
Fitocosmética: Ao nível cosmético, as saponinas encontradas na soja em uma concentração de 25 mg/l mostrou uma formação de colágeno (37,5%) sobre cultivo de queratinócitos, o que poderia proporcionar no futuro em cremes antirrugas. (Bonte F.et al., 1999)
Fonte: Tratado de fitofármacos Nutracêuticos – Jorge Alonso